O aporte de capital estrangeiro em instituições privadas de ensino superior do país foi bem recebido pelos senadores que debateram o assunto na Comissão de Educação. Cristovam Buarque (PDT-DF) disse não ter preconceito sobre a origem dos recursos: se vêm do Estado ou do setor privado brasileiro ou estrangeiro. Para ele, o que importa são os princípios que irão nortear sua aplicação.
– É preciso um marco regulatório para a educação superior, mas também uma reforma universitária e a manutenção do Reuni [Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais] – afirmou.
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) disse ser a favor de investimentos estrangeiros no ensino superior se houver essa regulação e se reverterem os recursos na ampliação da oferta de vagas e bolsas de estudo para alunos carentes.
– O Ministério da Educação também tem que fazer um acompanhamento das necessidades dos cursos universitários do país e adequá-los às demandas do mercado de trabalho – acrescentou a senadora.
Roberto Cavalcanti (PRB-PB) assinalou que o importante a observar é o interesse na origem dos recursos. Para Wellington Salgado (PMDB-MG), não faz muita diferença se a limitação para o ingresso de capital estrangeiro na educação superior será igual ou superior a 30%.
Fonte: Jornal do Senado de segunda-feira, 4 de maio.
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