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Templo humano
Dom-02/03/2009 - 9h34min a 9h50min - Ademir Machado
Obra prima divina,
Anjo moça, menina,
A nos enfeitiçar de mulher,
A nos fazer do que quer,
No calor do seu amor.
Luz que nos ilumina,
Templo sagrado de Deus,
Tempo de homem-meninos,
Menina que bem cuidamos,
Moça que desejamos,
Mulher que sempre amamos.
Manhã de todos brinquedos,
Tarde de príncipe encantado,
Noite de mulher, mãe e senhora,
Dona de todos nós:
Extensão finita do tempo:
Templo humano divino:
MULHER-MOÇA-MENINA.
INDELÉVEL
QUA – 12.03.2007 - Ademir Machado
Os poemas que escrevi
Nas areias da praia,
Nem suas ondas repetitivas,
E nem as pegadas constantes de outrem os destruirão
Por serem poesias vividas dentro de nós.
Os poemas que escrevi
Nas dunas dos desertos, nem os impetuosos ventos,
E nem suas tempestades de areia,
Transportando-as, eternamente, devasta-los-ão,
Por serem oásis de nossos interiores.
Os poemas que escrevi
Na publicidade do nosso amor,
Nem os imortais poetas,
E nem suas poesias inesquecíveis os apagarão,
Por serem histórias vivas de nós dois, somente.
Quando um dia, eu me fizer eterno,
Deposita sobre mim a lagrima de tua saudade,
Não a, da solidão de me teres perdido,
Pois nem a morte aniquilará
Os poemas que eu escrevi para ti,
Por serem escritos de nossas vidas.
Mulher
Qui – 07.03.2002 - Ademir Machado
Magistral, Psicóloga, sem divã,
Uma, fracionária,, impar,
Linda, feia, unicamente mulher,
Harmoniosa, doce candura humana,
Esbelta, gorda,eternamente mulher,
Retrato perfeito da criação.
Grande, pequena, simplesmente mulher,
Eloqüente, tímida.Sempre mulher,
Divina, maternal, companheira, amiga, amada, amante,
Sem forma geométrica,
SEMPITERNAMULHERRRRRRRRRRRR,
Que em seu repouso divino, Deus nos presenteou,
Fazendo-nos aluno do verbo amar,
Depois do sono profundo..
Desejos
Sex - 23/09/2000 - Ademir Machado
Vem! Vem-te Perder nos meus braços
E deixa que eu te ache,
E juntos mataremos a nossa sede,
No transbordar de nóss doiss.
Na loucura incessante do nosso AMOR.
AMOR GOSTOSO, que só tu sabes fazer,
CANDURA DE FÊMEA, MALÍCIA DE MULHER,
No cavalgar alucinante de TI-MIM,
No se perder de nos encontrar,
NO DESEJO INSANO DOS AMANTES.
Amante-amado, como derradeiro,
Amado-amante, como fomos e somos primeiro,
No encontrar de somente NÓS,
EM NOS FAZER DE SOMENTO UM,
NO FRESCOR SUAVE DO TEU NOSSO CORPOO.
Corpo que não é teu, nem meu,
Corpo TEU-MEU, Corpo SER-TER,
Pois por mais que dois sejamos,
Sempre seremos um,
NO MISTÉRIO GOZOSO DE NÓS SOMENTE.
Pois somente o NOSSO AMOR,
CANDURA DE FÊMEA, MALÍCIA DE MULHER,
Faz-nos amante - amado: Primeiro e derradeiro,
NO FRESCOR SUAVE DE TEU NOSSO CORPO,
EM MERGULHAR DE NOSSOS DESEJOS.
DESEJOS teus, DESEJOS meus,
DESEJOS MEUS, que o teu ser alimenta,
DESEJOS TEUS, que me nutre teu corpo ardente,
NO CONFUDIR DE AMADA-MULHER-AMANTE,
LOUCOS DESEJOSS, PORÉM, DESEJOS NOSSOSS, SOMENTEE.
MANAUS 339 ANOS
Maria Rachel Coelho
Minha Manaus querida!
Mesmo não sendo famosa,
Com fama de Maravilhosa,
Trago-te dentro do peito,
Amor mais que perfeito,
Uma paixão desmedida.
Garantida e Caprichosa
Você é minha escolhida!
Minha Manaus , imensa,
De tantos rituais e crença,
Que domingo me fez chorar,
Recomposta, venho te saudar!
No teu negro rio, eu mergulho,
Pra dar sorte, renovar,
E no teu ventre me embrulho,
Me ponho a descansar !
Refaz minha fé perdida,
Volto pra vida corrida,
Com energia incomum,
Uma paz e uma felicidade,
Que não encontro em lugar algum!
Minha Manaus adorada,
Do tambaqui e pacu,
Pirarucu, cupuaçu
Tucunaré na brasa,
Pupunha e tucumã,
E o canto do uirapuru.
Manaus do Jaraqui,
Que me fez ficar aqui,
E do melhor matrinchã!
Minha Manaus do progresso,
De um belo Pólo, Industrial,
Tecnologia e sucesso,
Cem mil empregos gerados,
Agora, filhos adotados,
Manaus de tantos errantes,
Tem gente de todo país,
Manaus da Ivânia, do Fábio,
E do Professor Zé Luiz.
Do Ocicléio e do Belém,
E de todos que quero tão bem!
Minha adorável capital,
Da Feira do Tururi,
Do Mercado Municipal
E da missa na Catedral.
Da noite no Taj Mahal!
Da Ópera, ao ar livre,
E da toada, sem igual.
Manaus da cerveja gelada,
No tradicional Chão de Estrelas,
Ou de um chopp, lá no pontal!
Dos ensaios do boi bumbá,
Sem palavras pra descrever,
Do sanduíche com tacacá,
Nas salas de aula ou no bar.
Passeio no rio, ao amanhecer,
Invadindo a floresta, bem devagar...
Terra de tantas, pra contar
Encanto, mistério e prazer.
Manaus! da minha história,
Que jamais vai envelhecer!
Manaus do encontro das águas,
Dos botos, das garças e flores
E borboletas de todas as cores,
Japiim nas biqueiras cantando,
Igapó, igarapé e muitos amores,
Mitos e lendas, dos sonhadores,
Ou das frutas de vários sabores.
Minha Manaus Menina!
Isso tudo é pra te dizer,
Feliz Aniversário!
Isso tudo é pra te dizer,
Que você, me alucina!
Muda meu calendário,
Troca meu fuso horário,
Tento te descrever,
Você é Poesia
É encanto e magia
Sem a qual,
Não viveria,
Minha alma, morreria!
MARIA RACHEL COELHO
Betinho
Ademir Machado
13.11.1993
Há um Brasil diferente
Espectro de miseré
Brasileiro que só come
Em meio às imundícies,
Restos apodrecidos
Trazido do Brasil rico.
Desperdício jamais visto,
Em plena boca de lixo.
São assim esses brasis:
Os gigantes adormecidos,
Uns muito pobres esquecidos
Sociedade em berço esplêndido
A despertar de Betinho.
Oh! Terra adorada!
Brasa em mim te faz Brasil,
Em terra dos milhões,
Tão gentil! És amada!
Incessantemente acumulada por poucos mil,
No deixar de muitos famintos,
Habitante do sem teto,
Onde está, Pedro! O teu grito!
1964
Sab - 30.08.2008
64, 31 de março,
Brasil, de quatro,
De volta da China,
Aprisionado no castelo branco,
A gritos de yankes
E brother sam,
A protestos da Central do Brasil,
A não de Leonel Barros Lacerda,
A sim de Pintos,
A sonhos de 66.
Infinitos anos;
64 a 85,
Dita dura americana,
Com brasileirinho clandestino,
Sem destino,
Chorando, feito menino,
Ante patrianada,
Por ele tão amada,
Fruto da revolta armada
Em nome do dólar tudo.
Anos de tantos AIs...
Anos de tantas dores...
Anos de sofrimentos,
De Lutos e muitos horrores,
Que fizeram queimar UNE,
A som de iê-iê-iê,
A mando da linha dura,
Neste brasis sem memória,
No theatro de sua estória,
No ato de sua infâmia.
Estórias de branco costa azu,
ernesto batista...,
De tantas estrelas sem brilhos.
HISTÓRIAS de:
PRESTES... JANGO... BRIZOLA...
JK... MARCOS MOREIRA.. BETINHO...
DOS ESTUDANTES DE BELO HORIZONTE... BRASÍLIA...
FORTALEZA... PORTO ALEGRE... SÃO PAULO...
DE EDU LOBO, CHICO BUARQUE
E A GRANDE PASSEATA DOS CEM MIL.......................
Épocas de repressão,
DE GUERRINHAS:
mARIGHELA, aLVES, gORENDER, aPOLÔNIO....
DA:
CLANDESTINIDADE, escondido no APARELHO(esconderijo),
Silêncio e sem identidade,
À espera de um PONTO(encontro),
Que CAIU(preso), no pau de arara,
Amaciados com ponta pés, choques elétricos,
Banhos de ácidos, alicate....
Com doi-codi confessoS de uns,
E não confessoS de Aurora, Manuel Fiel, Herzog,..............
VOCÊS!
homens de tantas estrelas,
Já que não não amaram o BRASIL,
Por que não o deixaram?
Vejam!
Que nem O BÊBADO E A EQUILIBRISTA os esqueceram,
Muito menos O RIO CENTRO,
e nem O SENHOR DAS DIRETAS.
QUANTO MAIS NOSSOS HERÓIS ANÔNIMOS:
ESTE SANTO POVO BRASILEIRO.
Patrianada
Quisera! Também te chamar: Pátria Amada!
Mas vendo os teus filhos abandonados
E outros mil, pobres coitados!
PATRIANADA é o que me és.
Quisera! Também te Idolatrar.
Mas vendo os teus deitados nas ruas,
Sob a cumplicidade do teu céu risonho límpido
A imagem do Cruzeiro estremece.
Quisera! Puder te chamar: MÃE GENTIL!
Mas vendo os que fogem à luta,
Sempre deitados, em teu berço esplêndido!
Não me cabe tamanha infâmia.
Quisera!
Ouvir o brado retumbante do teu povo heróico.
Mas o grito comprado de Pedro e os grilhões ingleses de Isabel
Fizeram calar: Nosso sonho de liberta Qua Sera Tamen.
Quisera! Brasil! Quisera!
Que sob este céu anil,
Tu possas dividir, com cada filhos teus
Teus bosques, teus campos, teus raios fúlgidos, teu céu risonho límpido...
Para que um dia,
Orgulhosos, Digamos:
ÉS TU BRASIL: MÃE GENTIL! PATRIAMADA!
Por isso te idolatramos.
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
Ademir Machdo
Qua – 16.07.1999
Acorda! Povo que embala o gigante adormecido,
Acorda! Antes que seja totalmente esquecido,
Zumbi! Zumbi! Onde estão os teus Palmares?
Conselheiro! Conselheiro! Traz de volta os teus Canudos.
Ipiranga! Ipiranga! Em que margem te ouviremos?
Desperta! Tu que dorme,
Em se fazer de novas Farroupilhas e Garrafadas,
Em constantes Confederações do Equador e Balaiadas,
Em contínuas Derramas, por LIBERTA QUAE SERA TAMEN.
TU ÉS O GRANDE PODER.
TU ÉS A REVOLUÇÃO, SE ASSIM QUISERES SER,
TU ÉS O GRITO EMUDECIDO DE Pedro
E OS GRILHÕES QUE isabel NÃO QUEBROU.
QUE ESTÓRIAS TENS BRASIL:
Português de Tordesilhas;
De um fico de mancada;
De um Ipiranga de jogada;
Cheios de MAIORIDADE.
Desperta! Tu que dorme,
Do meio milênio do NADA
E ENSINA A BURGUESIA A DIVIDIR
ESCREVENDO NOVAS HISTÓRIAS,
REPLETAS DE SABINADAS.
Brasil Menino Edialeda Brasil menino, quem te cuida, quem te guarda de tantos males: fome, frio, abandono, ignorância, doenças e morte prematura? Te negam amor, e só te oferecem ódio e repulsa. Por seres franzino, negrinho e mu'leke, (1) te olham com desdém, ignorando que ao nasceres, já estavas condenado, e que não tens culpa da falta de todos nós, esquecidos de que sem um Brasil menino, não haverá, no futuro, qualquer Brasil. Edialeda 21 de março de 2002 Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial
(1) mu'leke, palavra quimbunda para menino
MENINA MAIS LINDA DA ALDEIA! O estrangeiro chegou primeiro Mas dá tempo de mudar Terra de diamantes e ouro Tradição e cultura milenar. E no meio de tanto verde Magia, mistério e crença Fui quebrando a indiferença E achei o maior tesouro Menina mais bela da aldeia Com um olhar me enfeitiçou Ar de cheiro intenso Seu sorriso inocente Meu coração conquistou! Foi tão fácil lhe adorar Menina mais bela da aldeia Com honra de guerreira Dessas terras é herdeira Foi a primeira a chegar Tem o aroma da floresta A pureza de uma flor E a leveza do amor Mas tão frágil e indefesa Em face do invasor. Com o vento batendo no rosto E na palma do buriti Peguei a estrada de volta Pela calmaria do rio E os troncos de açaí Mas com o coração apertado E um choro embargado Com tudo aquilo que vi O meu lindo tesouro Foi ficando pra trás... Confinada numa reserva Como num zoológico humano Sem estudar, sem professor Só o esbulho do invasor E o interesse americano Nos diamantes, no ouro. Menina mais linda da aldeia Me espere que vou voltar Pois li no seu olhar de criança O brilho da esperança E ainda dá pra mudar!
Maria Rachel Coelho Pereira


Brasil Menino

