"Prefeito que ignora piso do magistério deve ser afastado"

Agência Senado

Cristovam Buarque, autor do projeto que instituiu o piso salarial dos professores em todo o Brasil, afirma ser inadmissível que governantes ignorem a lei e paguem salários baixíssimos aos docentes

 

Cristovam sugere que professor proteste em obras da Copa para chamar a atenção

Os gestores públicos que não pagarem o piso salarial do magistério deveriam ser afastados de suas funções, defendeu Cristovam Buarque (PDT-DF).

Ele disse que a greve dos professores não deveria paralisar completamente as escolas, para evitar prejuízo aos estudantes. Em contrapartida, sugeriu que as demais categorias de trabalhadores entrassem em greve geral em apoio aos professores.

Atualmente, o piso salarial nacional dos professores é de R$ 1.458 — valor que alguns estados e muitas prefeituras alegam não serem capazes de pagar. Isso gerou no país, segundo o senador, "uma explosão de greves".

A lei que instituiu o piso do magistério tem origem em projeto de lei apresentado por Cristovam (PLS 59/04).

— Não estou satisfeito. É lamentável que a lei ainda não esteja sendo cumprida. Mas também acho lamentável que por causa dessa lei tenhamos crianças sem aula nos dias de hoje. Não consigo deixar de apoiar os professores, mas não consigo ser solidário com greve de aulas — disse o senador, ao informar que vai levar o não cumprimento da lei à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

Estádios

Cristovam sugeriu que os trabalhadores das obras de construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014 parem suas atividades e que professores ocupem os canteiros onde elas são erguidas.

Dessa forma, disse o senador, o descaso com os docentes brasileiros chamará a atenção do mundo.

— Vamos tentar os caminhos legais, oficiais, sem parar as aulas. É possível, sim, greve de professores com aulas funcionando. Os trabalhadores brasileiros, ao ficarem somente na ideia do contracheque, sem uma preocupação com o boletim, estão condenando seus filhos ao desemprego, ao subemprego, a baixos salários. Está na hora de os trabalhadores se envolverem nessa luta — afirmou Cristovam Buarque.


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Comentários   

 
0 #1 wolsey eler emerick 26-03-2012 12:37
Concordo plenamente, os professores tem razão nas suas reinvidicações mas o que não pode é nossos filhos ficarem a mercê de uma educação ridícula como a do Brasil. Nossos filhos tem menos de três (03) meses de aulas reais durante um ano letivo.
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