Publicação da Unesco destaca situação do ensino médio brasileiro

Karol Assunção - Jornalista da Adital

Adital _Políticas sociais integradas, que destaquem não só o acesso, mas também a permanência e o bom desempenho dos estudantes no ensino médio. Essa é uma das considerações realizadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil no relatórioEnsino Médio: Proposições para Inclusão e Diversidade. O estudo, divulgado nesta semana, tem o objetivo de contribuir com os governos para a "formulação de políticas e ações voltadas para a expansão da oferta desse nível de ensino com qualidade”.

O relatório é divido em quatro partes: Legislação e normas nacionais para o ensino médio; estudos e informações oficiais e não oficiais sobre o ensino médio; questões relevantes e perspectivas para um ensino médio público de qualidade e recomendações aplicáveis às políticas e ações nacionais; e considerações finais e recomendações.

A proposta do estudo é destacar não só a importância de proporcionar o acesso dos/as jovens ao ensino médio, mas também de garantir a permanência deles/as na escola. Com base em estudos anteriores, o relatório da Unesco destaca que ainda há uma diferença entre idade e ano escolar. Além disso, observa que a porcentagem de crianças matriculadas no ensino fundamental é superior à de adolescentes no nível médio.

"De cada 100 crianças na faixa etária de sete anos, 98 frequentavam a escola. Contudo, na faixa de 15 anos, idade em que já deveriam ter concluído o ensino fundamental, somente 47% conseguiram completar essa etapa. No ensino médio esse quadro é ainda pior, pois se observa que somente 37% da população de 18 anos o concluíram”, ressalta o estudo com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2009).

O documento da Unesco destaca ainda alguns desafios na educação no país, como problemas referentes à gestão e à função das estruturas dos sistemas de educação; gestão das escolas; formação inicial e continuada dos professores; e condições de trabalho dos educadores.

"Vale lembrar que é ingênuo considerar que as políticas educacionais dão conta, sozinhas, dos desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro e, em especial, pelo ensino médio. Políticas educacionais e de trabalho voltadas para os jovens necessitam estar articuladas com as políticas de redução das desigualdades sociais e econômicas e com as políticas de saúde, segurança, cultura e lazer. Sem isso, será difícil garantir oportunidades concretas de futuro aos jovens para concluírem a educação básica, continuarem os estudos após sua conclusão, terem inserção qualificada e competente no mundo do trabalho e participação cidadã na vida em sociedade”, enfatiza.

A consideração da Unesco é seguida por uma série de sugestões que podem ajudar a melhorar o quadro da educação no Brasil, como a mobilização da sociedade para garantir a educação básica, o incentivo de estratégias que reduzam a evasão e a repetência escolar, o estímulo à participação do estudante nos processos pedagógicos da instituição de ensino, entre outros aspectos.

Leia o estudo na íntegra em: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/ensino_medio_proposicoes_para_inclusao_e_diversidade/


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Nós podemos ….

Estamos passando por um momento especial da história brasileira. Temos condições de mudar o futuro. Podemos escolher agora qual a direção que vamos tomar.  O Brasil poderá ser só um pouquinho melhor do que é hoje ou poderá ser um país desenvolvido, com justiça social e grande produtor de conhecimento. Podemos escolher entre seguir melhorando aos pouquinhos em várias áreas e piorando em outras (violência, meio ambiente). Podemos continuar a ser um país dos mais desiguais do mundo, ou um país onde todas as pessoas tenham condições de desfrutar da riqueza gerada por todos. É hora de investir em educação. Não um pouquinho. Nada de gambiarra. Precisamos superar os conservadorismos e corporativismos. É hora de uma revolução na educação. Hora de uma mobilização nacional efetiva e responsável. A juventude precisa se encantar com o magistério, com as escolas sendo centros de cultura e tecnologia. O Brasil somente será um país de oportunidades se a educação for o caminho do desenvolvimento. É por isso que precisamos de uma Revolução na Educação.

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