Roberta Lopes< - Repórter da Agência Brasil
Brasília - Ao confirmar hoje (30) o nome de Brizola Neto (PDT-RJ) como novo ministro do Trabalho, a presidenta Dilma Rousseff disse, em nota, ter confiança de que ele “prestará grande contribuição ao país”. Segundo informações do Palácio do Planalto, a posse do novo ministro deverá ocorrer na quinta-feira (3), às 11h.
Segundo o texto, a presidenta agradece a colaboração do ex-ministro Carlos Lupi e do ministro interino Paulo Roberto Pinto “na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos”.
A decisão foi tomada depois de uma reunião durante a manhã entre o presidente do PDT, Carlos Lupi, a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
Estavam na lista da legenda, além de Brizola Neto, o deputado Vieira da Cunha (RS) e o secretário-geral do partido, Manuel Dias. Esses dois eram a preferência do partido.
Edição: Talita Cavalcante
Vice-presidente do PDT confirma Brizola Neto como novo ministro do Trabalho
Novo ministro do Trabalho diz que vai atuar por 'união' do PDT
Brizola Neto foi indicado pela presidente Dilma para comandar pasta.
Escolha não agrada parte do PDT, que reclama de 'falta de diálogo'.
O novo ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ),participa do 1º de Maio em evento organizado por
centrais sindicais na Praça Campo de Bagatelle
(Foto: Levi Bianco / Brazil Photo Press / Agência
Estado)
Indicado pela presidente Dilma Rousseff para comandar o Ministério do Trabalho, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) afirmou nesta terça-feira (1º) que terá como primeira “tarefa” atuar pela união do PDT. A escolha da presidente por Brizola Neto não agrada a cúpula do partido, que reclama de “falta de diálogo” com o governo federal.
“[Minha primeira tarefa] Será buscar reafirmar a unidade do partido e o apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff”, afirmou o novo ministro durante evento em comemoração ao Dia do Trabalho, em São Paulo. Ele minimizou ainda as insatisfações do partido com sua indicação.
“Em qualquer partido é normal que haja escolhas e preferências pessoais”, avaliou. Nesta segunda, Brizola Neto havia dito que sua nomeação ao cargo "vai ajudar bastante"a pacificar a relação do PDT com o governo.
Ainda nesta terça, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical,negou que haja um “racha” no partido por causa da indicação de Brizola Neto.
“O PDT não está rachado. É algo normal. Tiveram três nomes e um deles foi escolhido. As centrais sindicais indicaram o Brizola Neto”, disse. A indicação para o Ministério do Trabalho foi anunciada nesta segunda (30) pelo Palácio do Planalto, após reunião de Dilma com o presidente do partido, Carlos Lupi, que comandou a pasta por mais de quatro anos e deixou o cargo em dezembro do ano passado, após uma série de denúncias de corrupção.
Além de Brizola Neto eram cotados para o cargo o secretário-geral do partido, Manoel Dias, e o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS). O vice-presidente do PDT, André Figueiredo (CE), afirmou na segunda que Brizola Neto não é o nome “que mais agrada” a legenda.
“O partido não tem indicação nenhuma neste processo. É uma indicação da presidente. Ela [Dilma] nunca chamou o partido para conversar. Esta relação [com a presidente] vem arranhada desde dezembro. [...] Ainda não houve diálogo. O que houve foi uma comunicação do novo ministro. A falta de diálogo é algo que nos desagrada", criticou o deputado.
Brizola Neto diz estar orgulhoso de assumir ministério do Trabalho e Emprego
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O recém-nomeado ministro do Trabalho e Emprego pela presidenta da República Dilma Rousseff, deputado Brizola Neto, disse hoje (1º), durante as comemorações do Dia do Trabalho organizada por cinco centrais sindicais na capital paulista, que assumir a pasta apoiado pelos trabalhadores é um orgulho muito grande e que, para ele, é claro o papel desse Ministério.
“Na relação entre o capital e o trabalho, o Ministério tem um lado que é a proteção do regime de direitos e garantias do trabalhador brasileiro”, afirmou Brizola Neto.
O ministro não quis falar muito durante o discurso porque disse que só assume a pasta na quinta-feira (3), mas lembrou que as notícias de geração de mais empregos no Brasil vieram em momento em que há um ambiente econômico favorável, de aumento da renda do trabalhador brasileiro.
“É esse o ambiente ideal para o avanço das lutas do movimento sindical e do conjunto dos trabalhadores. A união das centrais sindicais é o caminho e, em um ambiente de desenvolvimento econômico de um país que cresce e gera para o seu povo, a classe trabalhadora pode avançar”, falou Brizola.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, informou que a presidenta Dilma deixou claro em sua mensagem à população na noite de ontem (30) quais os rumos do governo em relação aos trabalhadores.
“É para a defesa de um emprego de qualidade, de um salário digno para todos, e por isso nosso governo tem feito uma intransigente defesa em busca do mercado interno e dos postos de trabalho”, disse Carvalho.
Segundo ele, o governo está trabalhando para reduzir o spread bancário e os juros. Ele reforçou ainda que a expectativa do governo é a de que o novo ministro do Trabalho e Emprego tenha uma relação boa com os sindicatos e as empresas.
Edição: Carolina Sarres


