Agência Senado

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou nesta segunda-feira (25) que a que a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, fracassou pela falta de ousadia. Apesar de reconhecer que a conferência representou avanço ao ter um documento final assinado pelos chefes de Estado e legitimar os conceitos de economia verde e desenvolvimento sustentável, o senador, considera que o resultado não foi suficiente.
- É muito pouco falar em economia verde. Ainda que não fosse possível fazer uma revolução do conceito de progresso, era preciso que a presidenta do Brasil tivesse falado nesse assunto como uma posição brasileira para ser debatida, ainda que não aceita. Nós fracassamos ao não ousar – lamentou.
A falta de ousadia do Brasil, segundo Cristovam, vem, em parte, do fato de o governo ser “desenvolvimentista dos anos 50” e usar a palavra “sustentável” para justificar o que já existe, em vez de trazer uma nova dimensão ao projeto de futuro. Para o senador, a mudança no conceito de progresso implica a substituição da palavra desenvolvimento por outra que indique avanço da humanidade.
- Era o grande momento de discutir o que fazer, de discutir um novo pacto, um novo acordo mundial que permitisse redefinir os conceitos que hoje estão velhos - afirmou Cristovam, que citou também os conceitos economia verde, emprego, democracia e desigualdade.
Cristovam Buarque afirmou que a Rio+20, na verdade, não terminou e que cabe ao Senado tentar reorientar o futuro do progresso.
- Eu espero que o Senado brasileiro possa dar esta contribuição nos próximos meses: fazer avançar o que os chefes de Estado e de governo não tiveram a ousadia de fazer, ou seja, redefinir para onde queremos levar cada país, para onde queremos levar a humanidade inteira, para onde queremos que o progresso nos conduza.
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(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


