O candidato a prefeito de São Paulo pelo PDT, Paulinho da Força, almoçou nesta segunda, 9 de julho, com dezenas de militantes, autoridades políticas e sindicalistas em restaurante no bairro do Paraíso. Presente ao evento, o ministro do Trabalho, Brizola Neto, defendeu a candidatura de Paulinho por "colocar o trabalho como questão central para o desenvolvimento".
O ministro ressaltou o papel político que Paulinho desempenha em Brasília: "Nunca houve um deputado que lutasse com tanta firmeza e tanta força em defesa dos trabalhadores brasileiros". Brizola Neto afirmou também que é "graças aos trabalhadores que a cidade de São Paulo tornou-se hoje a cidade que é" e que esses trabalhadores encontram em Paulinho "a voz que precisam para crescer junto com essa cidade".
A data de 9 de julho, aniversário da Revolução Constitucionalista, foi considerada simbólica pelos participantes do almoço por significar, 80 anos depois da revolução, um momento em que a cidade de São Paulo tem como desafio repensar seu modo de desenvolvimento, de forma a integrar a cidade e seus habitantes, cujas origens e culturas são um retrato da diversidade de todo o nosso País.
Para o sindicalista Miguel Torres, presidente em exercício da Força Sindical, com Paulinho eleito o trabalhador pode ter certeza de que terá uma cidade "mais cidadã" e com "mais respeito aos direitos dos trabalhadores e de todos".
Em sua fala, Paulinho afirmou que decidiu disputar as eleições para fazer "um debate de novas ideias para a cidade". Entre suas propostas, destacou a de descentralizar a administração da cidade, dando mais recursos para as subprefeituras e fazendo com que os subprefeitos sejam eleitos pela população. Afirmou também que pretende levar 2 milhões de empregos para os bairros da cidade, por meio de incentivos fiscais para as empresas que se instalarem em regiões periféricas.
Defendeu ainda o fim da progressão continuada, que "aprova as crianças sem saber ler ne escrever" e afirmou que pretende acabar com a indústria da multa na cidade, que movimentou R$ 1 bilhão e 700 milhões no último ano. Defendeu também que a lei da inspeção veicular seja modificada, de forma que somente os automóveis com mais de 10 anos seja obrigados a fazer a inspeção anual.
Entre outras autoridades presentes ao evento estiveram o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Carlos Andreu Ortiz, o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Tito de Oliveira, e líderes sindicais de diversas áreas como metalurgia, alimentação, gráficos, químicos etc.


