Artigos

Erros da Dilma (Artigo)

CRISTOVAM BUARQUE
Professor emérito da UnB e senador pelo PDT-DF

Artigo publicado em  24/03/2015 no jornal Correio Braziliense



Independentemente do campeonato entre os dias 13 e 15 para saber se houve mais manifestantes a favor ou contra o governo, é óbvio que há grande, e previsível, descontentamento com o atual governo, e com todos os políticos e seus partidos, e que não vamos superar a situação se não entendermos os erros que foram cometidos pelo atual governo, no mandato anterior.

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Vigília permanente (Artigo)

Cristovam Buarque – senador (PDT-DF)

Artigo publicado em 21/03/2015 no jornal O Globo

 

Não basta diálogo, é preciso entendimento

Nas democracias, o povo vai às ruas quando o descontentamento com o governo se alia à descrença com a oposição; e quando governo e oposição não se entendem para promover a reorientação do país, superando as razões de descontentamento e descrédito.

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O deboche é perigoso (Artigo)

 

 

Artigo publicado em

 

Cristovam Buarque

Nas últimas semanas, as autoridades brasileiras debocharam além dos limites. Cada dia a população tem nova surpresa.

O presidente da Câmara oferece aos deputados o direito de custear viagens de suas esposas com recursos públicos e apresenta o projeto para um novo edifício ao custo de R$ 1 bilhão; um juiz é fotografado dirigindo o carro de luxo de um réu; uma escola de samba ganha o título graças a financiamento de um ditador estrangeiro; a presidente da República coloca a culpa da degradação da Petrobras no antecessor que deixou o governo há 12 anos; outro ex-presidente ameaça colocar um exército na rua; o ministro da Justiça recebe advogados de réus do maior caso de corrupção da história; o ministro da Fazenda adota medidas totalmente opostas às promessas de campanha da candidata; o governo adota o slogan “pátria educadora”, mas corta parte importante do orçamento para a educação; as tarifas de eletricidade reduzidas no período eleitoral são substancialmente elevadas logo depois da eleição, o mesmo acontecendo com os preços dos combustíveis.

De tanto vender ilusões, o governo e seus partidos passam a acreditar nelas. E os demais políticos se acostumam a elas

Como se esses deboches-ativos não bastassem, a classe política se comporta com um generalizado deboche-passivo: não reconhece a dimensão da crise, não debate suas causas nem aponta caminhos para reorientar o rumo do Brasil.

A sensação é de que a política está doente: não ouve, não vê, nem raciocina.

Não ouve as vozes do futuro chamando o Brasil para um tempo radicalmente diferente, em que a economia deverá ser baseada no conhecimento, produzindo bens de alta tecnologia; em que a principal infraestrutura deverá ser educação, ciência e tecnologia. Não ouve as vozes do exterior que mostram que não há futuro isolado e que precisamos agir para ingressar no mundo da competitividade internacional, na convivência econômica e cultural com o mundo global. E pior, não ouve o clamor das ruas que indica a necessidade de romper com os vícios do presente e reorientar o rumo para um futuro com economia dinâmica e integrada, e uma sociedade harmônica e sustentável.

A política tampouco vê as dívidas que os políticos têm com o país: com os pobres sem chance, com as crianças sem futuro e os jovens sem emprego; com a natureza depredada; a dívida decorrente da corrupção generalizada. Ao não reconhecer suas dívidas, a classe política não vê a raiva que está nas ruas.

Tudo isso leva a um comportamento esquizofrênico pelo qual, de tanto vender ilusões, o governo e seus partidos passam a acreditar nelas. E os demais políticos se acostumam a elas.

Talvez esta seja a explicação para o deboche: não vemos, não ouvimos, nem pensamos. Até que o fim da paciência do povo nos desperte. Mas o custo poderá ser muito alto para a democracia, para a eficiência econômica, para a harmonia social e a sustentabilidade ecológica. Salvo se o despertar vier antes, com a descoberta de que o deboche é muito perigoso, como percebeu o presidente da Câmara, forçado a voltar atrás em sua decisão inicial.

Cristovam Buarque, professor emérito da UnB, é senador pelo PDT-DF.
 
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Pedagogia da catástrofe (Artigo)

Cristovam Buarque
Senador PDT-DF

Artigo publicado em 21/2/2015 no jornal O Globo

 

Parecemos estar num tempo em que argumentos não têm papel pedagógico

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Nação imergente (Artigo)

CRISTOVAM BUARQUE
Professor emérito da UnB e senador pelo PDT-DF

Artigo publicado em  24/02/2015 no jornal Correio Braziliense


Há apenas 10 anos, o Brasil era país emergente. O nome Brasil significava estabilidade monetária com crescimento econômico e proteção social; as reservas do pré-sal fariam o povo nadar em petrodólares e assim resolver todos os problemas, inclusive a educação de suas crianças; ProUni, Fies e políticas de cotas pagavam a histórica dívida social; e o Brasil tinha forte presença internacional.

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Nós podemos ….

Estamos passando por um momento especial da história brasileira. Temos condições de mudar o futuro. Podemos escolher agora qual a direção que vamos tomar.  O Brasil poderá ser só um pouquinho melhor do que é hoje ou poderá ser um país desenvolvido, com justiça social e grande produtor de conhecimento. Podemos escolher entre seguir melhorando aos pouquinhos em várias áreas e piorando em outras (violência, meio ambiente). Podemos continuar a ser um país dos mais desiguais do mundo, ou um país onde todas as pessoas tenham condições de desfrutar da riqueza gerada por todos. É hora de investir em educação. Não um pouquinho. Nada de gambiarra. Precisamos superar os conservadorismos e corporativismos. É hora de uma revolução na educação. Hora de uma mobilização nacional efetiva e responsável. A juventude precisa se encantar com o magistério, com as escolas sendo centros de cultura e tecnologia. O Brasil somente será um país de oportunidades se a educação for o caminho do desenvolvimento. É por isso que precisamos de uma Revolução na Educação.

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