Artigos

Desculpe, David Luiz

 

 

Artigo publicado no jornal O Globo em 26/7/2014


*Por Cristovam Buarque


Os EUA tiveram uma guerra civil que custou cerca de 600 mil vidas. A Alemanha foi derrotada duas vezes no período de 27 anos e a França foi ocupada pelos alemães. Outros países tiveram grandes traumas por terremotos e maremotos. Nossos traumas foram derrotas no futebol: para o Uruguai, em 16/7/1950, e Alemanha, em 8/7/2014. Sofremos por causa dos 7 a 1 no futebol, mas esquecemos dos 103 a Zero para a Alemanha em Prêmios Nobel.

  • Acessos: 22

Custo da bagunça (Artigo)

Artigo publicado no jornal O Globo em 12/7/2014


* Por Cristovam Buarque


A democracia brasileira é uma bagunça, tanto no funcionamento do aparelho do Estado (relações entre os Três Poderes e pequenas repúblicas cartoriais envolvidas no exercício da atividade administrativa no dia a dia), quanto no processo eleitoral propriamente dito. A última semana desnudou a vergonhosa realidade desta bagunça: alianças feitas sem respeito às identidades ideológicas ou éticas entre os candidatos de uma mesma coligação. Como em
toda bagunça, o eleitor fica desconsolado e o aparelho do Estado caótico.



Esta bagunça de casamentos imorais em grupos sem identidade, que foi chamada de “orgia” e “suruba”, respectivamente, pelo prefeito Eduardo Paes e pelo deputado Alfredo Sirkis, tem outro demonstrativo vergonhoso no custo das campanhas. Somente Dilma e Aécio preveem gastar R$ 588 milhões. Somando os demais presidenciáveis, o custo será de R$ 870 milhões.

 

Em 2010, as eleições a todos os cargos custaram R$ 3,23 bilhões, cerca de 11vezes mais do que os gastos dos presidenciáveis de então. Mantida a mesma proporção, em 2014 os gastos serão de R$ 9,7 bilhões, equivalentes ao pagamento de piso salarial para 100 mil professores ao longo de quatro anos. Nenhum regime pode ser considerado democrático se cada voto custa tão caro, os professores tão pouco, e os candidatos precisam ser ricos ou comprometidos com ricos financiadores de suas campanhas ou as duas coisas.

 

O maior custo, porém, não é financeiro, é o caos político e administrativo que está esgotando o atual modelo de democracia brasileira, desmoralizando e emperrando o funcionamento do setor público. Apesar disso, ainda não vimos qualquer dos candidatos à presidência propondo reforma eleitoral que
reduza este custo. 

 

Com três medidas seria possível fazer a redução dos custos, tanto financeiros quanto políticos.


A proibição de alianças no primeiro turno levaria ao fim do comércio de tempo para os programas eleitorais. Esta medida reduziria o número de partidos e a consequente reorganização deles com base em identidade e substância de ideias e valores morais.

 

A utilização do horário eleitoral para transmitir debates e falas diretas dos candidatos, sem qualquer manipulação marqueteira que, a custos altíssimos, busca enganar o eleitor e vender o candidato como se fosse mercadoria.

 

Sem caros marketings, o custo seria menor e a qualidade da democracia maior ao colocar os candidatos se enfrentando e olhando nos olhos

dos eleitores, sem a parafernália usada para iludir.

 

Limitar os gastos eleitorais para cada candidato não poder gastar mais do que um determinado pequeno valor proporcional ao número de eleitores de sua circunscrição. Isto seria facilitado pela adoção de um sistema Distrital Misto, em que alguns dos deputados e vereadores representam apenas Distritos e não

todo o Estado.


As três medidas, entre outras, não deverão ser adotadas porque os candidatos que buscam a reeleição se beneficiam da bagunça, enquanto outros sonham em entrar nela.

  • Acessos: 366

Cumplicidade obscena

Artigo publicado em 28/6/2014 no jornal O Globo

Cristovam Buarque

 

Incivilidade brasileira não é fenômeno só de uma tarde no estádio

  • Acessos: 575

Dois legados da Copa (Artigo)

Cristovam Buarque

Os que votam querem saber as prioridades de cada candidato

Ainda é cedo para saber qual legado da Copa ficará entre todos os que foram prometidos, mas é possível saber que um ficará: a percepção popular da corrupção nas prioridades. Faz anos, descobrimos a corrupção no comportamento dos políticos, mas ainda não tínhamos consciência da corrupção nas prioridades da política.

  • Acessos: 536

Basta de Fingir - 31/5/2014

Artigo publicado em 31/05/2014 no jornal O GLOBO

 

CRISTOVAM BUARQUE

 


Raros são capazes de ler e falar outro idioma

O Brasil comemora sua posição de sétimo maior PIB do mundo, mas o PIB per capita rebaixa o país para a 54ª posição no cenário mundial; no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ficamos em 85º lugar. Fingimos ser ricos, apesar da pobreza.

  • Acessos: 645

Nós podemos ….

Estamos passando por um momento especial da história brasileira. Temos condições de mudar o futuro. Podemos escolher agora qual a direção que vamos tomar.  O Brasil poderá ser só um pouquinho melhor do que é hoje ou poderá ser um país desenvolvido, com justiça social e grande produtor de conhecimento. Podemos escolher entre seguir melhorando aos pouquinhos em várias áreas e piorando em outras (violência, meio ambiente). Podemos continuar a ser um país dos mais desiguais do mundo, ou um país onde todas as pessoas tenham condições de desfrutar da riqueza gerada por todos. É hora de investir em educação. Não um pouquinho. Nada de gambiarra. Precisamos superar os conservadorismos e corporativismos. É hora de uma revolução na educação. Hora de uma mobilização nacional efetiva e responsável. A juventude precisa se encantar com o magistério, com as escolas sendo centros de cultura e tecnologia. O Brasil somente será um país de oportunidades se a educação for o caminho do desenvolvimento. É por isso que precisamos de uma Revolução na Educação.

Expediente

  • Este portal é de responsabilidade
    do Gabinete do Senador Cristovam Buarque
  • Assessor de Comunicação:
    Paulo Miranda
  • Equipe do Portal:
    Ademir Jr, Ivônio Barros, Leocádio Bijos
  • Sugestões e Críticas, enviar para:
    admin@cristovam.org.br

Conexões

 

 

Este portal tem por objetivo principal mostrar o trabalho e as ideias que o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) está colocando em prática no Congresso Nacional e em suas diversar atividades junto a jovens, movimentos sociais, entidades educacionais, sindicatos e outros espaços da sociedade brasileira. Cristovam é conhecido e reconhecido como o Senador da Educação. Mas também é muito atuante nas áreas de maio ambiente, ciência e tecnologia, direitos humanos, relações internacionais, economia, assuntos sociais e participação social.