Cristovam Buarque, Edgar Morin, Konrad Osterwalder e Othon H. Leonardos trataram da “crise multifacetada” da contemporaneidade
por Fernanda Cornils*
O professor Cristovam Buarque iniciou questionando a visão antropocêntrica do título do seminário. “A Terra está inquieta? não! A Terra continuará sem os humanos, assim como foi com os Dinossauros.”
Logo após concluiu que a Terra está inquieta porque perdendo a espécie humana, “Ela perderia a única espécie que pode se deslumbrar com sua beleza, que pode fazer poesia, que pode criar de uma maneira única… sim a Terra está inquieta.”.
O senador colocou também a importância da unidade e diversidade do planeta e dos desafios da construção de uma nova sociedade de solidariedade, com mais tempo livre e menos consumo.
O professor foi seguido por Edgar Morin que claramente se emocionava e comovia a plateia com vitalidade e energia. Iniciou tratando da urgência de soluções para superação da crise multifacetada da contemporaneidade, que além de não ser só econômica, também é global.
“Não nos encontramos no meio da crise, digo que não nos encontramos nem no começo dela”. O professor usou o exemplo da crise de 1929, que começou com crise econômica e teve como consequência a Segunda Guerra Mundial.
“Em 29 encontraram uma solução, a solução foi 50 milhões de mortos na Segunda Guerra. Será que a solução para esta crise vai ser a mesma, teremos que matar quantas pessoas?” A partir daí o professor falou da urgência da formulação de um pensamento complexo, menos fragmentado na construção de um novo modelo de sociedade.
Concluiu que a humanidade deve encontrar um caminho que ainda não sabemos qual é, algo que não está pronto. Terminou citando o poeta espanhol Antônio Machado: “O caminho se faz ao caminhar”.
O Reitor da Universidade das Nações Unidas foi o terceiro palestrante. Tratou da questão moral na construção do novo contrato social. “Os problemas são globais, toca em todos, não é possível resolver hoje, nem amanhã, mas é possível começar a trabalhar agora.” apontou Konrad Osterwalder.
Todos palestrantes de alguma forma saudaram Morin por sua contribuição para a construção do caminho que devemos seguir. O diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasilia – CDS UnB.Foi o último a falar. Othon H. Leonardos tratou da desesperança que sofremos na atualidade e da importância de se renovar as energias. Lembrou que estamos vivendo um retrocesso. “A solução não virá da academia”. Concluiu o professor.
*Fernanda Cornils é mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela UFPE, aluna especial do doutorado no CDS-UnB e jornalista.



Parabéns ao Pensador Edgar Morin pelo seu despertar de consciências, num mundo entorpecido e enclausurado no “tudo económico”. Pelo seu pensamento complexo numa visão que concilia o local e o global, o desenvolvimento e o “envolviemnto” tornando os humanos mais solidários entre si e mais amigos da biosfera (meio ambiente). Muitos anos de vida… para nos indicar a Via a seguir.
Parabéns ao Pensador Edgar Morin pelo seu despertar de consciências, num mundo entorpecido e enclausurado no “tudo económico”. Pelo seu pensamento complexo numa visão que concilia o local e o global, o desenvolvimento e o “envolvimento” tornando os humanos mais solidários entre si e mais amigos da biosfera (meio ambiente). Muitos anos de vida… para nos indicar a Via a seguir.